Esse ano eu vou…

Chegou a temporada oficial de fazer planos a médio e longo prazo e cobrar um pouquinho mais de si. Mas será que só um pouquinho mesmo??

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É natural se empolgar com o encerramento de ciclos, pensar como uma chance de recomeçar. É assim com as segundas, com o início dos meses, mas principalmente com 01 de janeiro, afinal de contas, um novo ano é a oportunidade perfeita de se transformar na melhor aluna da turma, na melhor filha da família, na melhor profissional, a pessoa mais assídua, a mais consciente e responsável com a saúde, a mais leitora, mais fitness e com certeza a mais produtiva. Não há espaços para procrastinação ou todas essas coisas que te fizeram não dar o check em alguns itens da famosa e anual “lista de desejos”, no final de 2019. Não é mesmo?

Não há problema algum em querer algo melhor para si e enxergar um novo período de tempo como o primeiro passo, muito pelo contrário! É bom aspirar novas coisas, criar projetos e mentalizar as estratégias para chegar à versão de si que você tanto deseja, mas até onde vai a sua vontade de ser?

Esse é também um momento muito perigoso, que pode tender a extremos da autocrítica. Quando você foca demais em resultados, acaba esquecendo que a vida, em sua maioria, acontece nos processos. Você perde de ver o cabelo crescendo, de rir de bobagens enquanto sofre no meio de uma mudança, perde de aprender a administrar melhor o dinheiro enquanto poupa para comprar uma TV maior, você perde lembranças, você perde a curiosidade de não saber ao certo o que virá e a sensação gostosa de levantar um sonho tijolinho por tijolinho.

Esse primeiro post de 2020 precisava dizer que está tudo bem ser um pouquinho do você de antes durante o processo de se tornar o você de depois, esse meio termo existe e lidar com ele de forma carinhosa é muito mais saudável. Talvez você não consiga ir à academia aos fins de semana nesse primeiro mês, talvez você não leia todos os livros que faltaram no ano passado, talvez você continue solteira ou acabe um relacionamento antigo. E sabe de uma coisa? Isso tudo também vai construir quem você será no ano que vem, isso tudo também constrói você, porque errar faz parte do enredo e mesmo que não esteja no meio da sua lista de desejos, mais cedo ou mais tarde, vai acontecer.

Não me interprete mal, eu não estou dizendo que você deve estagnar nos erros e reproduzi-los, já que eles são inevitáveis, esse post é para te lembrar de ter mais carinho com você quando isso acontecer, para te lembrar de respirar e se respeitar antes de qualquer meta, ir no seu tempo, fazer do seu jeito, mas curtir essa jornada meio doida que é se conhecer.

A gente vale muito mais do que qualquer lista preenchida no dia 31 de dezembro.

Uma das minhas metas para 2020 é trazer mais esse tipo de conversa, sempre às terças, aqui no blog (me conta o que você acha nos comentários!?).

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Um beijo e até a próxima ;*

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