SE OLHE, SE TOQUE, SE AME! (contém imagens de nudez)

Eu já tinha me visto de todas as formas, algumas gostava mais, outras menos, outras sequer gostava. Todos os dias em um exercício pessimista: SE OLHE, SE AVALIE, SE REPROVE! Eu repetia para mim em voz baixa o suficiente para alcançar meus medos.

A minha relação com o corpo nunca foi inteiramente livre de cobranças: uma ou outra celulite, peito de menos, quadril demais e aquela barriga. Todos os dias em um exercício opressor: SE OLHE, SE APERTE, SE REFORME!

Até que um dia eu me vi diante do reflexo do espelho de uma objetiva, eu me vi nua, eu me vi. E naquele dia um exercício atípico: SE OLHE, SE ENXERGUE, SE GOSTE!

Eu dormi repetindo que nunca mais ia ser tão crítica, que nunca mais ia me colocar em posição de julgamento, que nunca mais eu ia ser tão rude com quem morava dentro de mim e desde então, até hoje, eu tento. Tem dias que eu erro o ditado e tenho que voltar ao começo procurando um novo ângulo, mas sigo todos os dias em um exercício gentil: SE OLHE, SE TOQUE, SE AME!

Obrigada, Valmir Lira, por me ajudar a mudar algumas palavras. E por registrar a mulher DA PORRA que eu sou.


ME OLHO, ME TOCO, ME AMO!
Repete aí comigo.

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